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Rã menor que uma moeda e quase transparente é encontrada em Goiás

Nova espécie de rã-de-vidro foi encontrada no Cerrado de Goiás Afonso Meneses/Divulgação Uma nova espécie de rã-de-vidro foi encontrada no Cerrado goiano...

Rã menor que uma moeda e quase transparente é encontrada em Goiás
Rã menor que uma moeda e quase transparente é encontrada em Goiás (Foto: Reprodução)

Nova espécie de rã-de-vidro foi encontrada no Cerrado de Goiás Afonso Meneses/Divulgação Uma nova espécie de rã-de-vidro foi encontrada no Cerrado goiano por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade de Brasília (UnB), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O animal foi nomeado Vitreorana Micaelae e é menor que uma moeda, tendo pouco mais de 2 centímetros, além de ser esverdeada e quase transparente. O artigo científico, que reuniu seis pesquisadores, entre eles o biólogo Wilian Vaz-Silva, que liderou a equipe durante o trabalho, foi publicado na revista científica ZooKeys no dia 3 de setembro. O animal foi encontrado às margens de afluentes do Rio Corumbá. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo informações divulgadas pela UFG, mesmo parecendo fazer parte de outras espécies catalogadas, o anfíbio chamou a atenção dos pesquisadores que decidiram investigar mais a fundo, pois as rãs-de-vidro são mais comuns na Mata Atlântica e Amazônia. Ao g1, o biólogo Edson Abrão explicou que, apesar de espécies desse animal serem comuns nas duas regiões mencionadas anteriormente, o Vitreorana Micaelae só foi encontrado no Cerrado até o momento. "Esses anfíbios mais delicados são mais restritos a Mata Atlântica, que é muito comum, mas esse, em específico, não foi descrito e nem achado ainda na Mata Atlântica, e é justamente o que foi achado aqui", pontuou. O grupo responsável pela descoberta reunia diferentes conhecimentos, como morfologia, bioacústica, genética molecular e trabalho de campo. Com isso, os profissionais conseguiram concluir que o animal encontrado era da 11ª espécie do gênero rã-de-vidro, das quais somente quatro podem ser encontradas no Brasil e apenas duas no Cerrado. LEIA TAMBÉM: Cobra píton albina, dragão barbudo e outros animais exóticos são apreendidos dentro de casa em Aparecida de Goiânia Peixes gigantes que não podem ser consumidos: trio fisga piraíba de mais de 2 metros e 150 quilos, em Goiás Criador de píton filmada passeando em rua tinha mais cinco cobras em casa, diz polícia De acordo com o biólogo Reuber Brandão, que fez parte do grupo de pesquisadores, as diferenças entre os animais são pequenas, como pigmentação e forma da íris. Ainda segundo os biólogos, o que justifica a falta de conhecimentos aprofundados sobre o animal são os hábitos da pequena rã, que canta no alto de árvores em barrancos inclinados e na beira de rios somente quando há chuva. Registro anterior Análises de DNA, canto e características físicas confirmaram que espécie era desconhecida pela ciência, em Goiás Cezar Filho Rocha/Divulgação Segundo o artigo, o animal chegou a ser encontrado no Cerrado em 2013, mas, por ter um ciclo reprodutivo muito parecido com o de espécie similar, os pesquisadores não perceberam que se tratava de uma nova espécie. De acordo com Reuber, os animais desse grupo costumam botar ovos em cima de folhas em árvores altas. O macho, então, fica responsável por tomar conta do local. Após o nascimento, os girinos caem no riacho e, no fundo, se enterram. Reconhecimento Devido ao risco de extinção de espécies com as mudanças climáticas e à interferência humana na região do Cerrado, os pesquisadores recomendam que o estudo seja classificado no sistema da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como Dados Insuficientes, levantando a necessidade de estudos aprofundados sobre o tamanho da população do bicho e ameaças à espécie. Edson destacou que, quando um animal não é catalogado, ele acaba ficando fora das leis de preservação ambiental. "É muito importante a catalogação desses animais, um estudo biologia molecular, para ser inserido em programas de proteção ambiental. Não se tem muita informação sobre esse indivíduo, mas ele está sendo pesquisado dessa forma", declarou. O artigo científico sobre a espécie foi feito pelos biólogos Wilian Vaz-Silva, Sheila Pereira de Andrade, Natan Medeiros Maciel, e os engenheiros Cezar Filho Rocha, Edmar Pereira Victor e Reuber Albuquerque Brandão. O material foi editado por Miquéias Ferrão e revisado por Rogério Bastos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás